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Eu sou silêncio por fora e gritaria por dentro

de leitura

quinta-feira, novembro 26, 2015



Eu sou silêncio por fora e gritaria por dentro. Minha mente não para. Meus pensamentos estão sempre acelerados e, vez ou outra, escapolem nas minhas expressões mais impulsivas. Eu acabo fazendo tudo aquilo pelo qual vou me culpar depois. Eu me seguro para não demonstrar ser quem eu sou de verdade, e quem eu sou parece não entender que nunca me entenderiam. Em meio a tanta insegurança começo a me questionar: quem compreenderá a minha insegurança diária, a minha autoestima flutuante e a minha inquietude de pensamentos que não me deixa dormir sem antes racionalizar sobre tudo e todos?


A sensação de desamparo em mim é constante. Parece fazer parte da minha vida desde sempre. Acho que sempre fui carente. Sempre precisei de algo mais. Um olhar atencioso, uma palavra confortável, algum amparo em momentos que considero especiais. A necessidade de atenção nunca sai da minha cabeça, e isso às vezes me faz sentir que a loucura também está em mim. Eu resisto ao máximo para não demonstrar, mas sempre que sinto medo de perder o que eu tanto preciso, se é que realmente preciso, a crise existencial surge com tudo e dilacera. Por dentro estou gritando.

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Tem dia que gosto de mim, outros tantos, me odeio. Essa flutuação do meu próprio julgamento parece não ter fim. Mesmo nos poucos dias em que há satisfação em mim, sofro com o receio de tudo mudar no outro dia. As incertezas não saem de mim, e assim não me contento com o prazer do presente. Minha autoestima avança para o futuro e começa a me culpar por algo que eu ainda nem vivi. Meu futuro me condena e minha cabeça não para de pensar nisso. Estou gritando por dentro.

Quando durmo, se eu durmo, meu sono não chega a ser sono, é repouso sem descanso. Não chego ao relaxamento que preciso pois o corpo está parado, mas a mente não se cansa. Ela não se cala. Ela não descansa. Os pensamentos controlam minhas ações, mesmo quando a ação que preciso é não ter ação. Estar na cama é uma batalha diária. Quem me vê ali, vê um corpo deitado, mas por dentro estou gritando, arrancando os cabelos e revirando o tempo inteiro. As pessoas vêem o meu suposto controle, a postura perfeita, e a calma aparente, mas meu reflexo não engana. Estou gritando por dentro.



Sim, o que as pessoas percebem é o meu silêncio, é o meu “controle”, mas por dentro o caos coordena meus pensamentos. A desordem interna é a regra. O que todo mundo vê é o que sobra de mim depois da batalha para acalmar minha mente. Como eu gostaria de me libertar disso tudo. Como eu gostaria de enxergar no espelho a calmaria e a concentração que tanto desejo, mas você vê meu corpo parado e coordenado, e por dentro eu sou apenas descontrole.

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