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A minha intimidade é minha, não sua!

de leitura

sábado, janeiro 21, 2017



É estranho justamente porque pareço ser estranha. Pareço ser estranha por talvez apenas ser normal. Não consigo me adaptar a modismos. Ainda mais aqueles modismos que conduzem minha liberdade de agir e ser quem eu sou. Enquanto o mundo caminha para a mania dos relacionamentos líquidos que não duram quase nada e se baseiam apenas em sexo, eu, estranhamente, me sinto estranha por não querer seguir esse fluxo.

Quero sim ter alguém para me relacionar e me entregar, mas não quero fazer desse desejo o grande desespero de apenas agradar outras pessoas. O fato é que não desejo me relacionar para receber curtidas e aprovação. Quero sexo sim, mas quero que haja sabor! Não apenas movimentações mecânicas de corpos que não se conhecem, Nunca vão se conhecer.

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É errado pensar dessa forma? Será que a modernidade social vai me condenar por não querer ser de todo mundo e não desejar que todo mundo seja meu também? Não quero status de facebook, não quero comentários falsos dizendo que somos um casal perfeito. Vocês nem me conhecem! Será que que é tão errado assim eu não querer banalizar o ato sexual? O MEU ato sexual?

Você pode estar pensando: essa menina é certinha, Deve ser frígida. Deve ser chata. Precisa fazer sexo pra ser mais feliz. A verdade é que a minha intimidade não interessa a você. Dentro de quatro paredes eu posso ser o que você nunca vai imaginar, mas repito, a minha intimidade não é sua, é MINHA! O sexo para mim não é banal, e não é qualquer um que terá o privilégio de desfrutar desse prazer comigo. Isso faz de mim estranha? Se fizer, sou estranha com orgulho.

Eu aceito o seu direito de fazer do seu corpo e do seu prazer uma moeda de troca. Troca por dinheiro, por atenção, por fama, por uma efêmera paz. Mas preciso que saiba que sou diferente no pensar e no agir. Eu quero a intensidade e o privilégio da conquista. Quero sim selecionar, arriscar e tentar acertar na escolha. Eu quero ter escolha e não seguir o fluxo desse tsunami do desvalor. Eu quero sim, me relacionar, quero me entregar da forma mais intensa e íntima, mas quero fazer isso sabendo que sou amada, por mais estranho que possa parecer.

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